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Curitiba,04/04/2026

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Fifa ainda não recebeu comunicado oficial da retirada da seleção do Irã da Copa do Mundo de 2026

oglobo.globo.com
Fifa ainda não recebeu comunicado oficial da retirada da seleção do Irã da Copa do Mundo de 2026


Apesar das declarações do Ministério do Esporte do Irã afirmando que a seleção do país não vai disputar a Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, a Fifa ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do governo iraniano sobre a retirada da equipe do Mundial, que começará em junho.
Qualquer anúncio da entidade depende da formalização da federação de futebol do país. Nesta quarta-feira, o ministro do Esporte do país, Ahmad Doyanmali, que afirmou que o atual contexto de guerra torna impossível a participação da equipe no torneio.
— Dado que este governo corrupto assassinou nosso líder, não há condições sob as quais possamos participar da Copa do Mundo — declarou o ministro, de acordo com o jornal espanhol Sport.
A declaração do governo iraniano vai de encontro à publicação feita pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, na noite de terça-feira, após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para alinhar os preparativos do Mundial. Ele discutiu a situação atual do Irã com Trump, que afirmou que a seleção iraniana é bem-vinda ao país para disputar o torneio.
— Falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a seleção iraniana se classificou para participar da Copa do Mundo de 2026. Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos. Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da Fifa para reunir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos por seu apoio, pois isso mostra mais uma vez que o futebol une o mundo — disse Infantino em suas redes sociais.
O que acontece com o Irã fora da Copa
No sorteio realizado em dezembro de 2025, o Irã ficou no Grupo G, ao lado da Nova Zelândia, Bélgica e Egito. A seleção tem dois jogos marcados no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia, contra Nova Zelândia e Bélgica, respectivamente. A última partida da primeira fase será diante do Egito, no Lumen Field, em Seattle. O país já disputou seis Copas do Mundo, incluindo as três últimas edições (Brasil, Rússia e Catar) e garantiu vaga nas eliminatórias asiáticas.
Existe, inclusive, a possibilidade de a seleção iraniana enfrentar os EUA em Arlington, Texas, caso ambas terminem em segundo lugar em seus respectivos grupos. Em 2022, a seleção americana venceu o Irã por 1 a 0, no Catar.
A Fifa terá autonomia para decidir como reorganizar o torneio. Com isso, a entidade pode tanto manter o grupo do Irã com apenas três seleções — o que significaria menos partidas e ainda comprometeria acordos de transmissão — quanto convidar outro país para ocupar a vaga deixada pela equipe asiática.
O mais provável, porém, seria substituir o Irã por outra seleção. Contudo, definir um substituto não é tarefa das mais simples. Nas eliminatórias asiáticas, o Irã liderou o Grupo A e garantiu vaga direta. Em uma fase posterior, Arábia Saudita e Catar também se classificaram, enquanto Emirados Árabes Unidos e Iraque foram para a repescagem. O Iraque venceu o confronto em dois jogos, em novembro, e confirmou sua vaga nos playoffs intercontinentais da Fifa. A seleção enfrentará o vencedor do duelo entre Bolívia e Suriname no final do mês, no México.
Caso o Iraque se classifique — é o favorito —, os Emirados Árabes Unidos seriam o próximo candidato asiático disponível. No entanto, a Fifa poderia optar por uma equipe eliminada nos playoffs intercontinentais fora da Ásia.
Com a saída da seleção iraniana da Copa do Mundo, o regulamento da Fifa indica que caso uma equipe desista da competição, ela será multada em pelo menos 250 mil francos suíços, cerca de 275 mil dólares (R$ 1,4 milhão). caso o Irã desista mais de 30 dias antes da abertura do torneio, marcada para 11 de junho de 2026. Se a desistência ocorrer dentro dos 30 dias que antecedem a competição, a multa sobe para cerca de 550 mil dólares (R$ 2,8 milhões).




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