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Curitiba,26/03/2026

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Venezuela vence os Estados Unidos em Miami e conquista a Copa do Mundo de Beisebol

oglobo.globo.com
Venezuela vence os Estados Unidos em Miami e conquista a Copa do Mundo de Beisebol


A Venezuela derrotou, nesta terça-feira, os Estados Unidos por 3 a 2 em Miami, em uma final emocionante, e conquistou pela primeira vez a Copa do Mundo de Beisebol. A vitória veio com uma dupla decisiva de Eugenio Suárez na nona entrada, que garantiu o troféu inédito, em um duelo que tinha como pano de fundo as tensões políticas entre os dois governos.
A Vinotinto dominou grande parte do jogo, mas um home run de duas corridas de Bryce Harper fez com que a final chegasse empatada à última entrada. Um duplo de Eugenio Suárez impulsionou a corrida decisiva de Javier Sanoja, provocando o êxtase da torcida venezuelana, amplamente majoritária no loanDepot Park.
A Venezuela, onde o beisebol é o esporte nacional, completou seu torneio dos sonhos ao vencer a favorita Estados Unidos em sua própria casa, em uma partida que foi além do esporte por causa do contexto da captura em janeiro do presidente Nicolás Maduro por forças americanas.
Também potência no beisebol, a Venezuela tinha até então como melhor resultado um terceiro lugar em 2009 no principal torneio de seleções do esporte.
Sua história mudou em duas semanas mágicas nas quais, após uma única derrota para a República Dominicana na fase de grupos, conseguiu destronar nas quartas de final o Japão de Shohei Ohtani, então campeão, e depois acabar com a invencibilidade da Itália.
— Não era para estarmos aqui, as pessoas não acreditavam em nós, mas nós acreditamos em nós mesmos e fizemos o trabalho. O país precisava disso… É um processo difícil para o povo da Venezuela. Jogamos todos os dias pelos 30 milhões de venezuelanos e por todos os venezuelanos que estão fora do país — declarou um emocionado Maikel García, eleito melhor jogador do torneio.
Como cereja do bolo, a Vinotinto também garantiu neste torneio sua primeira vaga olímpica e competirá nos Jogos de Los Angeles em 2028. Para o Team USA, por outro lado, a derrota representou o fracasso do super time montado para recuperar o título perdido para o Japão na final de 2023.
— Não acho que tenhamos cometido erros, simplesmente não colocamos pressão ofensiva neles — lamentou o técnico Mark DeRosa, que tinha sob seu comando estrelas como Aaron Judge, Cal Raleigh e Paul Skenes.
Das seis edições disputadas, o país inventor do esporte possui apenas o título de 2017.
Festa em Miami
A final teve um prelúdio emocionante com os hinos nacionais, que fizeram muitos torcedores venezuelanos em Miami chorarem. Empolgada por apoiar sua seleção a milhares de quilômetros de casa, a torcida da Venezuela cantou, pulou e incentivou durante toda a partida, fazendo com que os jogadores se sentissem como se estivessem jogando em casa.
Os sul-americanos pressionaram o jovem arremessador Nolan McLean até que, no terceiro inning, Salvador Pérez chegou à terceira base e Maikel García o impulsionou com um sacrifício fly.
No quinto inning, a Venezuela ampliou a vantagem com uma rebatida de Wilyer Abreu, fazendo a torcida começar a acreditar na façanha.
Do outro lado, os Estados Unidos se desesperavam diante da muralha formada pelo arremessador Eduardo Rodríguez e pelos relievers como Eduard Bazardo, mas seus rebatedores acordaram no último momento.
Bryce Harper, na oitava entrada, castigou Andrés Machado com um home run de 132 metros, que também trouxe Bobby Witt Jr. ao home plate, empatando o placar.
O título foi decidido em uma última entrada eletrizante, quando Suárez bateu um duplo para o campo central e Sanoja, vindo da segunda base, colocou novamente a Venezuela na frente.
O último herói foi Daniel Palencia, que neutralizou os três últimos rebatedores dos Estados Unidos em uma final que também teve tons políticos devido às complexas relações entre Washington e Caracas, onde a sucessora de Maduro, Delcy Rodríguez, governa sob pressão do presidente Donald Trump.
Um grande estrondo foi ouvido em Caracas quando saiu o último out do jogo, transmitido em telões nas praças da cidade. A própria Delcy Rodríguez levou apenas alguns minutos para se juntar às comemorações e decretar a quarta-feira como “Dia de Júbilo Nacional”, feriado não trabalhado.
— Quero agradecer e abraçar nossos jogadores. Honra ao vencido e glória ao vencedor — disse a mandatária.
De Washington, Trump havia destacado na véspera da final que “ultimamente coisas boas estão acontecendo com a Venezuela” e brincou dizendo que o país poderia se tornar o 51º estado dos Estados Unidos.




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