Síndica suspeita de matar comerciante em distribuidora de Curitiba diz que tiro foi acidental
Síndica suspeita de matar comerciante em distribuidora de Curitiba diz que tiro foi acidental
Comerciante morto a tiros dentro da própria distribuidora no Ganchinho foi identificado como Renato Alves da Silva, de 43 anos. Foto: Marcelo Borges/Colaboração/Ric RECORD A síndica suspeita de matar o comerciante Renato Alves da Silva, de 43 anos, continua presa após prestar depoimento à Polícia Civil do Paraná (PCPR). O caso ocorreu na noite de segunda-feira (27), em uma distribuidora de bebidas no bairro Ganchinho, em Curitiba. A investigação aponta que vítima e suspeita tinham um desentendimento relacionado à negociação de um apartamento, com uma dívida.
Síndica suspeita de matar comerciante no Ganchinho diz que atirou por acidente após vítima partir para cima durante encontro. Foto: reprodução/Ric RECORD
Em depoimento, em que a Ric RECORD teve acesso, a mulher afirma que queria vender um apartamento para a vítima. No entanto, o imóvel estava passando por questões burocráticas. (Clique aqui e relembre o caso).
“Eu falei: ‘Eu tenho um apartamento, estava ajuizado, passando pela Justiça. Aí eu falei para ele: ‘Quando sair o parecer, se você quiser, eu te vendo o apartamento’”.
No entanto, após a proposta, a suspeita disse que Renato começou a cobrá-la. “Só que daí ele começou a pegar dinheiro de vários agiotas, de várias pessoas, e começou a me acelerar, mandando ameaças para mim”.
Síndica suspeita de matar comerciante em Curitiba foi até distribuidora
Devido as ameaças, a mulher relatou que foi até a distribuidora para poder conversar e negociar a situação com o suspeito.
“Eu fui lá só para conversar, mas ele começou a me ameaçar, que já vinha ameaçando eu, meu marido e até minha neta, de nove anos”, disse.
Sobre o momento do crime, a suspeita declarou que o tiro foi acidental.
“Eu tava com a arma aqui e peguei na arma. Ele falou assim: ‘Vai me matar?’. Falei: ‘Claro que não’. Ele veio para cima, na hora que veio, disparou em mim, só que eu não senti o tiro. Aí eu peguei a arma, virei para o lado dele e disparou a arma. Na hora que eu vi que ele caiu, peguei e saí correndo”, complementou.
Após o tiro, a mulher deixou o local e deu entrada no Hospital do Trabalhador com um ferimento de raspão. Depois de receber alta, foi encaminhada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi ouvida e presa.
Vítima morreu no local
Renato foi atingido por dois disparos de revólver calibre .38 na região do tórax e morreu no local. Não há registro de testemunhas diretas.
A investigação, conduzida pela DHPP, continua em andamento e inclui a análise de imagens de câmeras de segurança da região.
Matéria:
Síndica é presa suspeita de matar comerciante a tiros dentro de distribuidora em Curitiba
Mulher afirmou à polícia que atirou em legítima defesa e que estava sendo ameaçada de morte pelo comerciante
Uma mulher que atua como síndica de um condomínio foi presa sob a suspeita de matar a tiros o comerciante Renato Alves da Silva, de 43 anos, dentro de uma distribuidora de bebidas no bairro Ganchinho, em Curitiba. A prisão foi confirmada à Banda B pela Polícia Civil nesta terça-feira (28).
O crime aconteceu na noite de segunda-feira (27), na Rua Rubens Stresser. Renato foi atingido por dois tiros de revólver calibre .38 na região do tórax e morreu no local. Não há, até o momento, testemunhas diretas. A suspeita tem 50 anos e deve responder por homicídio.
Comerciante morto a tiros dentro da própria distribuidora no Ganchinho foi identificado como Renato Alves da Silva, de 43 anos. Foto: Marcelo Borges/Colaboração/Ric RECORD
Logo após os tiros, a síndica deu entrada no Hospital do Trabalhador com um ferimento de raspão. Aos policiais, ela afirmou que atirou em legítima defesa e alegou que o comerciante teria disparado primeiro. A versão passou a ser contestada ainda no atendimento inicial da ocorrência.
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Após receber alta, ela foi encaminhada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento e acabou presa.
Comerciante é morto em distribuidora
Segundo o delegado Victor Menezes, a investigação ainda está em fase inicial e nenhuma linha foi descartada. “São informações precárias. O crime acabou de acontecer e várias informações estão chegando. A princípio, a motivação seria uma dívida de R$ 60 mil por conta da aquisição de um imóvel, mas essa linha ainda está sendo explorada. É muito cedo para adiantar qualquer conclusão”, afirmou.
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A principal hipótese é de que a suspeita e a vítima tinham um desentendimento relacionado à negociação de um apartamento, que teria sido vendido para mais de uma pessoa. A dívida mencionada gira em torno de R$ 60 mil, e Renato estaria pressionando a mulher pela devolução do valor.
“Conforme apurado, durante as cobranças, a vítima passou a ameaçar de morte a autora e familiares dela, situação que antecedeu o homicídio”, disse a Polícia Civil, em nota.
O caso segue sob investigação da DHPP. A identidade da suspeita não foi divulgada. O delegado agora analisa imagens de câmeras de segurança da região.
BB






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